
Dor no Ombro ao Levantar o Braço: Pode Ser Síndrome do Impacto?
novembro 24, 2025
Neuromodulação: até onde podemos “turbinar” o cérebro humano?
dezembro 20, 2025É uma pergunta comum e que gera muita frustração: a lesão já sarou, o corte fechou, o osso colou, mas a dor persiste. Por que isso acontece? A resposta, conforme o especialista e os avanços da neurociência da dor, está em como nosso cérebro interpreta e processa os sinais. O livro “Explicando a Dor” de David Butler e Lorimer Moseley nos ajuda a desvendar esse mistério.
O Que é a Dor Persistente Pós-Cicatrização?
A dor não é apenas um sinal direto de lesão no tecido. Ela é, na verdade, um output (uma “saída”) do seu cérebro, uma decisão que ele toma para protegê-lo de uma ameaça percebida. Imagine seu corpo como uma casa com um sistema de alarme de segurança. Quando há um ladrão (lesão), o alarme toca. Mas, às vezes, o sistema fica tão sensível que começa a tocar por qualquer coisa: um gato passando, uma folha caindo, ou até mesmo quando não há ameaça real.
Quando um ferimento cicatriza, o tecido está reparado. No entanto, o sistema de alarme do seu cérebro pode ter ficado “ligado” ou “hipersensível” durante o processo de lesão, e continua a soar mesmo sem um perigo físico iminente. Isso é o que chamamos de dor persistente ou crônica.
Sintomas e Problemas Relacionados
Se você está vivenciando dor mesmo após a cicatrização completa, pode notar:
- Dor que persiste muito além do tempo esperado para a recuperação do tecido (geralmente 3-6 meses).
- Aumento da sensibilidade ao toque, pressão, temperatura ou movimento leve na área afetada.
- Dor que se espalha para outras regiões do corpo.
- Variações na intensidade da dor que não parecem ter relação direta com a atividade física.
- Fadiga crônica, distúrbios do sono e alterações de humor (ansiedade, depressão) devido à dor constante.
- Dificuldade em realizar atividades diárias ou profissionais, mesmo sem uma lesão ativa.
Diagnóstico Simples: Como Identificar a Dor Pós-Cicatrização
Não existe um “teste” simples para diagnosticar a dor persistente, mas você pode refletir sobre alguns pontos:
- A dor faz sentido? Se a lesão já está curada, mas a dor continua intensa, ela pode não estar mais ligada ao dano físico.
- A dor é desproporcional? Pequenos movimentos ou toques causam uma dor muito grande? Isso pode indicar uma sensibilização do sistema nervoso.
- A dor é influenciada por outros fatores? Estresse, ansiedade, falta de sono ou até mesmo o clima podem piorar a dor? Isso sugere que o cérebro está processando a dor de forma mais complexa.
- Você tem medo de se mover? O medo da dor pode levar a um ciclo vicioso de inatividade e mais dor.
O Que Pode Estar Acontecendo? (Diagnósticos Diferenciais e Mecanismos)
Quando a dor persiste após a cicatrização, o problema não é mais o tecido, mas sim o “software” do seu sistema nervoso.
- Sensibilização Central: O sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) se torna hipersensível. É como se o “volume da dor” estivesse permanentemente no máximo, fazendo com que estímulos normais (como um toque leve) sejam interpretados como ameaçadores e dolorosos.
- Contexto Emocional, Psicológico e Social: Fatores como estresse crônico, ansiedade, depressão, medo (catastrofização) e até mesmo a falta de apoio social podem amplificar os sinais de dor. O cérebro, ao perceber essas ameaças emocionais, pode aumentar a produção de dor como forma de proteção.
- Neuroplasticidade Mal Adaptada: O cérebro é incrivelmente adaptável (neuroplástico). No entanto, em casos de dor persistente, essa plasticidade pode levar o cérebro a “reaprender” a sentir dor, criando novas conexões neurais que mantêm o ciclo da dor ativo.
- Fatores de Estilo de Vida: Sedentarismo, má alimentação, sono inadequado e isolamento social contribuem para um ambiente corporal e mental que favorece a persistência da dor.
Estatísticas e a Importância Vital da Prevenção
A dor persistente é um problema de saúde pública global, e a compreensão dela é a chave para a recuperação e a prevenção:
- Cerca de 20% a 30% da população mundial sofre de dor crônica, uma condição que afeta milhões de pessoas Em Jundiaí e no Brasil.
- O custo da dor crônica é estimado em bilhões de dólares anualmente, incluindo gastos com saúde, perda de produtividade e benefícios por incapacidade.
- Estudos mostram que pacientes que compreendem melhor sua dor (educação em neurociência da dor) têm até 50% mais chances de sucesso no tratamento, com redução da intensidade da dor e da incapacidade.
- Abordagens educativas sobre a dor podem reduzir a intensidade da dor e a incapacidade em até 30%, além de diminuir o uso de medicamentos.
A importância da prevenção e da educação sobre a dor é crucial para sua longevidade e bem-estar. Entender que a dor não é apenas um sinal de dano, mas um complexo output cerebral, é o primeiro passo para quebrar o ciclo da dor persistente e evitar que ela se torne crônica.
A Solução: Fisioterapia Especializada no ICM
Se você está vivenciando dor mesmo depois que o ferimento cicatrizou, a boa notícia é que é possível reeducar seu sistema nervoso e reduzir a dor!
No ICM – Centro Integrado de Saúde e Bem-Estar, oferecemos uma abordagem completa e integrada, baseada nas mais recentes evidências da neurociência da dor:
🏥 Por Que Escolher o ICM?
- Equipe Multidisciplinar Qualificada: Nossos fisioterapeutas são especializados em dor crônica e utilizam uma abordagem que vai além do tratamento do tecido, focando na reeducação do sistema nervoso.
- Estrutura Moderna em Jundiaí: Contamos com equipamentos de última geração e um ambiente acolhedor na nossa Clínica em Jundiaí, ideal para sua recuperação.
- Tratamento Baseado em Neurociência: Conforme o especialista, nossa Fisioterapia Jundiaí combina:
- Educação em Neurociência da Dor: Ajudamos você a entender como a dor funciona, desmistificando-a e reduzindo o medo.
- Terapia Manual e Exercícios Terapêuticos: Movimentos graduais e seguros para reabilitar o corpo e o cérebro.
- Estratégias de Recuperação: Foco em movimento, sono, nutrição e manejo do estresse para otimizar a saúde geral.
- Reabilitação Funcional: Retorno seguro e progressivo às suas atividades diárias e esportivas.
Foco em Sua Longevidade: Nosso objetivo é empoderá-lo com conhecimento e ferramentas para que você possa gerenciar sua dor a longo prazo e viver uma vida plena e ativa.
📋 Próximo Passo: Agende Sua Avaliação!
Não deixe a dor persistente controlar sua vida! A avaliação especializada é fundamental para entender o seu caso específico e iniciar um plano de tratamento eficaz.
✅ Como proceder:
- Entre em contato com a Clínica em Jundiaí.
- Agende uma consulta com nossos fisioterapeutas especializados No ICM.
- Receba uma avaliação completa e um plano de tratamento personalizado, focado em reeducar seu sistema nervoso e devolver sua qualidade de vida.
- Inicie sua jornada de recuperação com profissionais qualificados e uma abordagem baseada na ciência.
📝 Assinado por:
Dr. Ezer Temoteo Fisioterapeuta Graduado na Universidade de São Paulo – USPEspecialização em Fisiologia e Biomecânica IOF – FMUSPFundador ICM



